Idarlei e Ângelo encontraram na pitaya uma nova fonte de renda para a família

Moradora da comunidade de Sanga da Ripa, em Praia Grande, Idarlei Damiani e o esposo, Ângelo Paganini Damiani, enfrentaram muitas dificuldades no passado. Em 2010, a família chegou a planejar a venda do carro para auxiliar nas despesas com as lavouras de milho e arroz. Para complementar a renda familiar, Idarlei começou a fazer salgados para vender e alguns reparos como costureira, tudo com o objetivo de garantir uma renda extra.

Casal celebra qualidade dos frutos

A esperança de uma melhor qualidade de vida acompanhou a agricultora, que seguiu suas tarefas, sem deixar de lado o desejo de trabalhar com alguma cultura mais rentável. “Eu queria continuar na roça, trabalhando com a agricultura e gerando renda para a nossa família”, relembra. A grande mudança veio através de uma reportagem exibida na televisão e que se mostrou uma grande oportunidade de negócio. “Eu vi uma matéria sobre a pitaya e achei linda, me deu vontade de comer. Então eu comprei uma muda e plantei no quintal, mas não sabia a variedade ou como cuidar, mesmo assim nasceram três frutos”, conta. Com a degustação do fruto, o interesse em conhecer o cultivo da pitaya aumentou, e o empreendedorismo falou mais alto. “Minha irmã ficou sabendo que havia uma plantação na cidade vizinha, então fomos lá conhecer e com o dinheiro que ganhei com os salgados, comprei as primeiras 125 mudas”.

Plantação iniciou com 125 mudas

Com as plantas para serem germinadas, o casal iniciou a construção de palanques e, com muita força de vontade, realizou o primeiro cultivo. “Com o tempo, fomos aprendendo que são necessários palanques para a planta se desenvolver melhor e que existem diversas variedades, foi uma época de muita luta para tudo dar certo”. O casal também destaca o trabalho do grupo de Pitaya Sul, que reúne diversos produtores e oferece apoio técnico de entidades como a Epagri e o IFC, campus Santa Rosa do Sul.

Desde então, a agricultora cultiva mais de mil pés, com cerca de 50 variedades diferentes do fruto, somente no ano passado, foram comercializadas 14 toneladas. Questionada sobre o sucesso da plantação e os investimentos já realizados, Idarlei destaca que “o Sicoob foi um dos primeiros a apostar na ideia”. Atualmente, além da fruta in natura, são feitas geleias, sorvete, polpa e vinagre. “É importante sair na frente, estar atenta ao mercado e eu estou sempre inventando algo para agregar ainda mais na comercialização”, explica a produtora que chegou até a produzir vinho com a fruta. “Estou focada agora na produção de um creme de pitaya, assim como o açaí”, revela.

Com o plantio crescendo, a família também investiu na compra de itens para melhorar o processo de fabricação de produtos derivados da pitaya. “Com o apoio da cooperativa, nós compramos freezer, uma sorveteira compacta, liquidificador industrial e muitas outras coisas, sonhando em ampliar a produção”, conta Idarlei, que também está associada a outra cooperativa de produtores de pitaya, para quem repassa sua produção. “Nossa evolução está muito ligada à cooperativa, que reúne esforços para que todos cresçam juntos”, finaliza.

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